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Artista Plástico: Lud - Ludgero Viegas Pinto pintores — 11-04-2007 GTM 1 @ 17:38

Artista Plástico:  Lud - Ludgero Viegas Pinto

Artista Plástico:  Lud - Ludgero Viegas Pinto

Pintor surrealista português ignorado, numa só palavra, Pintor maldito.

 

Um dos mais esquecidos artistas do Movimento Surrealista em Portugal, Lud (pseudônimo de Ludgero Viegas Pinto) nasceu a 3 de Junho de 1948, no bairro de Alfama, em Lisboa, tendo falecido em 2001 em Lisboa com 53 anos, participou em dezenas de exposições, e foi também ilustrador de vários jornais e revistas, nomeadamente os já desaparecidos "Diário de Lisboa" e "Republica". Cursou pintura na escola António Arroio, transitando para a secção preparatória para admissão a Belas-Artes. Tem especialização em Arquitetura de Interiores, Artes Gráficas, Cerâmica, Ilustração e Técnicas de Gravura Manual.Colaborou como ilustrador em vários jornais e revistas, nomeadamente: Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Jornal do Fundão, Rabeca (de Portalegre), República, Sema e & etc.Ilustrou páginas de livros e compôs capas dos seguintes autores: Pedro Oom, Baptista-Bastos, Miguel Barbosa, Virgílio Martinho, Manuel da Fonseca, Paulo da Costa Domingos, José Martins, Joaquim Luís Alves, Adriano de Carvalho, Adelino Tavares da Silva, Mário Henrique Leiria, Nicolau Saião, José Manuel Capelo, Pablo Neruda, Artur Couto e Santos, entre outros. Realizou exposições individuais, tais como: na Galeria Diário de Notícias, Lisboa (1968); na Galeria Panorama, Alfragide (1972); na Galeria Libris, Lisboa (1982); “Padrão dos Descobrimentos” /Homenagem a Vieira da Silva, C.M.L., Lisboa (1992); entre outras. Tal como, exposições coletivas: Representação no Salão de Março, da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (1974); Exposição com Moita Macedo na Galeria Libris, Lisboa (1976); no Salão Cultural da Câmara Municipal de Aveiro, Aveiro (1986); entre outras. Carlos Cabral Nunes Direção Artística Maio 2006

http://horasdispersas.blogspot.com/2006/06/encontro-de-periferias.html

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"Foi dos artistas muito pouco divulgados, e que morreu na miséria, mas no início da sua carreira, mantiveram contactos com Vieira da Silva, Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny". A sua obra encontrasse no esquecimento, ate hoje só a Galeria Perve teve a coragem de prestar uma singela homenagem, com a mostra ao público de vinte de suas  melhores obras, sendo o ponto de partida deste "Encontro de Periferias”. Lud, pintor maldito, desprezado em boa parte por muitos, pode ser na verdade comparado a um Modigliani, Van Gogh dentre outros, sua vida um tanto ao pouco contestada por muitos do seu tempo, faz com que seu nome acabe no esquecimento, já que a grande maioria dos negociantes de obras de arte apenas se dedicam a compra de artistas com nome.   Contado por um velho amigo, João Eduardo Campos, proprietário da Livraria e Galeria Campos que fica na Baixa – Chiado: Lud era um puro boêmio, que fazia parte do movimento Surrealista em Portugal, alcoólatra, cambaleava pelas vielas de alfama, chiado e castelo, foi homem de grande coragem que desafiou as autoridades e seus dirigentes, numa época de grande represam. Portugal domine-o de uma forte ditadura fascista imposta por então primeiro ministro Oliveira Salazar. Nessa época os movimentos artísticos tinham um propósito, que era de combater esses mesmo idéias através das artes, Lud juntamente com outros artistas plásticos: Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Julio Pomar, Teresa Robalo, Nadir Afonso entre outros, se tornaram opositores. Só 25 de abril de 1974 é que o regime fora definitivamente derrotado por os Capitães de Abril.  Na visão da maioria dos críticos "Lud está um pouco arredado do mercado, devido à sua atitude independente”, realçou o artista plástico e comissário, Carlos Cabral Nunes, a Agencia Lusa. “E afirma o mesmo artista” – que a visão de Lud era de “olhar o mundo com vistas descomprometidas de ligações a estereótipos forjados em alma-mater, significantes cambiais, dísticos clubísticos ou idiossincráticas relações de género, crença ou afectos pessoais”. 

Em memória de Lud Disseram-me há dias - talvez o ano passado porque o tempo já nem o meço - que morreras. Não me surpreendi. Nunca avisaste ninguém de coisa nenhuma. Aceito este teu último capricho. E respeito-o. A morte teve sempre todos os direitos, tal como já alguém o disse. Disso sempre soubemos e rimo-nos. E afinal que tipo de fêmea fatal seria a morte? Termos acumulado consciência das coisas e da sua orgânica não nos tornaram maiores, mas simplesmente mais dolorosamente sensíveis.Atravessaste manhãs com a alma transbordando por esses olhos imensos raiados de amor. Tudo sempre sem retorno possível. Sem tara ou depósito previsto pela lei. Avançaste sobre o Mundo com o sentir do outro lado do Universo e com a compaixão grávida de poder abraçar toda a Humanidade no simples regaço da varina mais infeliz ou do bêbedo mais desprevenido.Se a obra não foi prolífera ou talentosa como os abutres catalogam dores o exigem, o teu coração, alagado de Lisboas matinais a rasgarem-se em cor, onde os seres surgem como aventesmas corpóreas e o Sol lambem encostas e colinas, há-de superar para sempre a mendicidade intelectual dos encadernadores do espírito. Ultrapassaste em visão acelerada a enxurrada de imagens múltiplas e repetidas duma realidade gasta. Extravasaste todo o Ser possível em metáforas mais duras que as pedras destas calçadas que sempre percorreste. O que viveste, eles nunca o suporão. E se por acaso o fizerem, ficarão, a saber, o mesmo. Isso já ninguém to rouba. Único; deveras ulceroso-espiritual.Disseste-me uma manhã: "Não há razão ou criação, há simplesmente o explodir das mãos em incessante descoberta." Nessa mesma manhã, onde os pássaros estúpidos posavam sob a tua janela em demanda de milho. Precisamente os mesmos pombos que por sujarem o carro do Senhor Oficial da Marinha, fizeram-te criar a solução para os seus excrementos: "rolhinhas nos ânus dos animais, fabricadas pela Câmara Municipal!"Talvez não soubesses mais do que tudo o que naturalmente te acedeu encontrar - e soubeste encontrar o muito da tua vida, mas na atitude sábia de estar-se quieto e tudo observar, a qual nos compete e sempre nos deveria nortear, tiveste a noção suprema do inconsciente (surreal se eles assim o quiserem ditar), dentro da medida exacta de tudo. E acredito que Deus, no seu tédio imenso, há-de perdoar esse olhar afoito e por demais crítico sobre a realidade. Presumo que já possas ter conhecido personagens influentes no Domínio Celestial e, como tal, a decoração de tais espaços possa começar a ser uma obra maior a realizar pelo teu gênio manso. A frase feita a dois e por demais filosófica - "Ó carago! Que poderia ser tudo menos isto...", vou agora utilizá-la nos bancos, repartições, esquadras, ministérios, circunstâncias sociais, restaurantes e tascas, em qualquer praça pública, ocasiões de solidão e, quem sabe, no momento da minha morte.Saudades e outras tantas saudades das salutares vãs conversas, agora para sempre ausentes, ficando eu com o horror de nunca mais acontecerem.   Posted by Elmano @ 10/11/2004

http://sulturas.blogspot.com/2004_10_01_sulturas_archive.html 



Reescrito por o artista plastico - Miguel Westerberg

Tags: Do Melhor Linkk | del.icio.us

Comentários(2) »

  1. SANDRA PIRES

    ADOREI E NÃO CONHECIA ESTE ARTISTA TÃO SOFRIDO DA NOSSA
    TERRA.. INFELISMENTE PORTUGAL É ASSIM MESMO... AS VEZES MESMO ATE DEPOIS DE MORTO, NINGUEM FALA SOBRE ELES.

    BJSSS

  2. maria

    bem eu queria saber como achar obras do senho rmario silva mas nao consego se for possivel podiam me responder mas sim a "imagem" esta muito bonita

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